12 de setembro de 2011

Os avós de João Plácido de Lira (Joca Paz)

          No último dia 19 de Agosto, tive a grata satisfação de encontrar uma verdadeira preciosidade, pelo menos para mim, e acredito que para os meus parentes mais próximos: o registro de casamento dos meus trisavós, Manoel Paes de Lira e Clara Maria da Conceição (Mãe Lala), pais do meu bisavô materno, João Plácido de Lira, Joca paz.
          Achar este registro, em um dos livros de matrimônios da paróquia de Picuí-PB, além da satisfação de ter em mãos a cópia do documento, nos trouxe os nomes dos avós de Joca Paz, que até então eram desconhecido aos nossos familiares presentes.
          Segue a cópia do documento:


8 de setembro de 2011

Irrigação e Fertirrigação - Parte V: Princípios de hidráulica aplicada à irrigação localizada, Impulsão e Altura de Elevação.

6.     PRINCÍPIOS BÁSICOS DE HIDRÁULICA APLICADA À IRRIGAÇÃO LOCALIZADA
A irrigação localizada é baseada na condução da água desde um determinado ponto onde está armazenada, até o pé de cada planta, deslocando-se durante a trajetória dentro de uma tubulação, geralmente de PVC ou PE (Polietileno).
Para que a água alcance os pontos de emissão em uma irrigação, é necessário dotá-la de uma determinada pressão que vença o atrito das tubulações e elementos do conjunto de irrigação, fazendo com que os emissores trabalhem corretamente. 
Alguns conceitos são essenciais para entender o movimento da água nas tubulações:
6.1      PRESSÃO (P):
É a força que a água exerce sobre um ponto do recipiente que a contém. Esta força é medida em atmosferas (Atm).
1 Atm = pressão de uma coluna de água de 10 metros de altura/cm2
1 Atm = 10 metros de coluna de água (mca)
1 Mpa » 10 Atm » 100 mca
§   Vazão (Q): é a quantidade de água que passa por um conduto, em um determinado intervalo de tempo (segundos, minutos, horas, etc).
6.2      PERDA DE CARGA (PC):
É perda de pressão devido ao atrito da água com as paredes do conduto. Depende de:
§    Diâmetro interno ( Ø ) da tubulação
§    Comprimento da tubulação
§    Vazão e velocidade da água (para um mesmo diâmetro, se aumentamos a vazão, aumenta a velocidade)
§    Rugosidade da parede interior da tubulação
Cada fabricante dispõe de tabelas, onde dado um certo diâmetro “Ø” de tubo e uma vazão “Q”, se determina a porcentagem de perda de carga.
A perda de carga é calculada da seguinte forma:
PC  =      L  x  J                             . 
           100
    PC = Perda de Carga (em mca)   
    L = Comprimento (em metros) da tubulação
    J = Perda de carga por 100 metros lineares
O resultado da operação acima é expresso em   m.c.a.
A fórmula anterior é aplicada para conduções com uma única saída. Em irrigação localizada, os condutores primários e secundários, estão neste caso, mas as linhas terciárias e os porta-emissores, contam com múltiplas saídas.
6.3      CÁLCULO DA ALTURA DE TRABALHO
A altura de trabalho de um conjunto de irrigação vem determinada pela altura real, em metros, que a água terá que vencer (altura geométrica total) mais as perdas de cargas de todos os elementos que compõem o conjunto.
A altura geométrica total está composta pela altura geométrica de aspiração (distância vertical entre a superfície da água e o eixo da bomba que a aspira) e a altura geométrica de impulsão (distância vertical desde o eixo da bomba e o ponto de descarga da tubulação).
Hg  =  Ha  +  Hi
   Hg  =  altura geométrica total   
   Ha  =  altura geométrica de aspiração
   Hi  =  altura geométrica de impulsão
A altura geométrica de aspiração, teoricamente não pode ser nunca superior a 10,33 m ao nível do mar, se bem que na prática, o máximo considerado é 70% deste valor (7 m.c.a.).
Aos dados obtidos anteriormente, deverão ser somadas as perdas de cargas de todos os elementos que compõe o equipamento.
Portanto, a altura manométrica de trabalho (Hm) do conjunto, será dada:
Hm  =  Ha + Hi + PCa+ PCi + PTe
   
PCa  =  perda de carga do tubo de aspiração
PCi  =  perda de carga de tubulaçõs de impulsão e elementos do conjunto
PTe  =  pressão de trabalho dos emissores
 ANEXO I

N° de saídas
F
N° de saídas
F
N° de saídas
F






1
1,000
11
0,375
22
0,366
2
0,525
12
0,374
24
0,365
3
0,448
13
0,372
26
0,364
4
0,419
14
0,371
28
0,364
5
0,403
15
0,370
30
0,363
6
0,394
16
0,369
35
0,362
7
0,388
17
0,368
40
0,362
8
0,383
18
0,368
45
0,361
9
0,380
19
0,367
100
0,359
10
0,378
20
0,367
200
0,358
8.      ALTURA DE ELEVAÇÃO
Na maioria dos casos, as bombas que elevam a água atuam em duas fases:
·         Aspiração: elevação da água desde o nível de espelho d’água, até a bomba.
·         Impulsão: condução da água desde a bomba até o seu destino.
A tubulação que conduz a água na aspiração se chama tubulação de aspiração e a tubulação que conduz a água na impulsão, é chamada de tubulação de impulsão.

·         Altura geométrica de aspiração:é a distância vertical existente entre o nível da água aspirada e o centro da bomba. Na prática, a altura de aspiração não deve ser superior a 6 ou 7 metros.
·         Altura geométrica de impulsão: é a distância vertical entre o eixo da bomba e o ponto mais   alto da tubulação de impulsão.
·         Altura geométrica total: é a soma das duas alturas anteriores
Porém, devido à água sofrer perdas de carga (PC) devido ao atrito, as alturas a considerar são as seguintes:
 ·         (HT) Altura Manométrica: é a altura geométrica total + perdas de cargas (PC) + pressão de trabalho (PT)

8.1 Cálculo da Altura Manométrica:
Os dados necessários para calcular a altura de elevação (até um reservatório), são os seguintes:
·         Altura geométrica de aspiração: Ha
·         Altura geométrica de impulsão: Hi
·         Vazão que se deseja elevar: Q
·         Comprimento da tubulação de aspiração: La
·         Comprimento da tubulação de impulsão: Li
·         Perda de carga na tubulação de aspiração: PCa
·         Perda de carga na tubulação de impulsão: PCi
Se houvesse necessidade de calcular esta altura para o funcionamento de um equipamento de irrigação, sem um reservatório intermediário, faltaria, além das informações acima:
·         Pressão de trabalho do emissor: PT
·         Perda de carga produzida no cabeçal do conjunto de irrigação: PCcab
As perdas de cargas PCa e PCi, deverão ser aumentadas em 20%, pelas perdas produzidas nas peças especiais (joelhos, válvulas, ventosas, etc.), instaladas nas respectivas tubulações.

Altura manométrica: Hm = Ha + Hi + PCa + PT + PCcab
Exemplo:
Deseja-se elevar uma vazão de água de 16.200 l/h de um poço onde o nível da água está a 5m do nível do solo, até um cabeçal de irrigação de 4 elementos, situado a uma diferença de cota de 30m e a uma distância de 750m. A bomba está situada a 2m de distância da vertical do poço. Calcular a altura manométrica.
Solução:
Ha = 5m
Hi = 30m
Q = 16.200 l/h  (4,5 l/s)
PT = 10 m.c.a.
PCcab = 20 m.c.a.  (5 m.c.a.  x  4 elementos)
§  A velocidade da água estará limitada a 1,5 m/s, a fim de se evitar inconveniente (sobretudo golpes de ariete).

§  Para 16.200 l/h, as velocidades serão:

V = 2,29 m/s, para uma tubulação de 50mm de diâmetro
V = 1,02 m/s, para uma tubulação de 75mm de diâmetro
V = 0,7 m/s, para uma tubulação de 110mm de diâmetro
Portanto, o diâmetro da condução será de 75mm (correspondente à velocidade mais aproximada e inferior a 1,5 m/s).
Por outro lado temos que, para uma vazão de 16.200 l/h e um diâmetro de 75mm, a PC é de 2 m.c.a. (aproximadamente), por cada 100m de tubulação, ou seja, 0,02m por cada metro.
Se vamos utilizar o mesmo diâmetro de tubulação para a impulsão e aspiração, teremos:
Comprimento de aspiração
La = 5  +  2  =  7m
Comprimento de impulsão
Li = 750m
Comprimento total
Lt = 7  +  750  =  757m
Perda de carga na tubulação
PCt =  757  x  0,02  =  15,14m
Perda de carga em peças especiais
20% de 37,85  =  3,03m
Perda de carga total
PCt = 15,14  +  3,03  =  18,17m
Pressão de trabalho dos emissores
PT = 10m
Perda de carga no cabeçal
PCcab = 20m
 Portanto, a altura manométrica será:
Hm = Há + Hi + PCa + PCi + PT + PCcab = 5 + 30 + 18,17 + 10 + 20 = 83,17m

2 de setembro de 2011

Fotografias - Parte III

JOSEFA MARTA DE ALBUQUERQUE (13/05/1900 - 08/10/1921). Filha de Francisco Braz de Albuquerque Galvão e Isabel Bezerra de Araújo. Bisneta, na ascendeência paerta do casal Maj. Antonio Pires de Albuquerque Galvão e Guilhermina Francisca de Medeiros, meus pentavós maternos.

Cap. LAURENTINO BEZERRA DE MEDEIROS GALVÃO (29/06/1833 - 06/08/1898). Neto paterno do casal Cipriano Lopes Galvão Júnior e Tereza Maria José, meus Hexavós na ascendência materna.

LAURENTINO BEZERRA NETO (27/07/1884 - 16/02/1964). Neto do Cap. Laurentino Bezerra, citado acima.

LAURINDA BEZERRA DE VASCONCELOS - D. Loura (27/04/11905 - 24/05/1984). Bisneta do Maj. Antonio Pires de Albuquerque Galvão e Guilhermina Francisca de Medeiros, meus pentavós maternos.

LAURINDA OLINDINA DE OLIVEIRA - Loura (30/07/1900 -  ?). 4ª filha de meus bisavós maternos, Francisco Cândido de Oliveira Mendes e Porfíria Isabel Bezerra de Araújo, e portanto, irmã do meu avô Tomaz Teodomiro.

LAURO PIRES GALVÃO - Lalú - (04/12/1897 - 19/05/1920). Filho de João Alfredo Pires Galvão e Cecília Celestina de Oliveira, esta última, tia do meu avô materno, Tomaz Teodomiro de Oliveira (Cecília era irmã de Francisco Cândido de Oliveira Mendes)

LILIAN BARRETO (  ? -  ?  ).  Filha de João Barreto e Donatila Bezerra de Araújo Galvão. Na ascendência materna, trineta do casal Anto nio Pires de Albuquerque Galvão e Guilhermina Francisca de Medeiros, meus pentavós.

LUCILEIDE PEREIRA GALVÂO DO NASCIMENTO (08/10/1949 - 23/01/1990). Filha de João Pereira do Nascimento e Maria Galvão de Lira (Lilia). Maria Galvão era irmã de minha avó materna, Idila Galvão de Oliveira.

LUIZ BEZERRA DE ARAÚJO - Quincas Joca (28/05/1894 - 15/04/1918). Neto do Cap. Luiz de Medeiros Galvão (Lulú da Areia) e Claudina Bezerra de Vasconcelos, meus tetravós.

LUIZ DE FRANÇA BEZERRA - Lulú do Quandú - (06/12/1862 - 19/11/1948). Neto de Cipriano Lopes Galvão Júnior e Tereza Maria José, meus Hexavós na ascendência materna.

LUIZ PIRES DE MEDEIROS (03/11/1874 - 13/04/1948). Filho dos meus trisavós Cap. Luiz de Medeiros Galvão Júnior e Guilhermina Francisca de Medeiros. Luiz Pires era irmão de Porfíria Isabel, minha bisavó materna.