20 de julho de 2012

Achado Genealógico: mais um filho de Joca Paz

            A prole do meu bisavô João Plácido de Lira (Joca Paz) se estende mais ainda. Ontem, pesquisando nos livros de batismos da igreja de Currais Novos, encontrei o registro de mais um filho de Joca Paz e Maria Galvão, meus bisavós maternos. O mesmo nasceu a 14/04/1922, falecendo, fatalmente, ainda na primeira infância, senão no mesmo mês e ano do nascimento, já que o batismo foi realizado 4 dias após o seu nascimento, como pode ser comprovado abaixo (cópia da folha do livro de batismos da igreja-matriz de Sant'Ana - C. Novos, RN)


            Também encontrei o óbito de uma filha do casal chamada Hilda, e que Fernando Galvão havia encontrado o seu batismo, há algum tempo. Hilda nasceu a 17/091920, e faleceu em 09/09/1922, antes de completar 2 anos de vida. Segue a imagem da folha do livro de óbitos da igreja-matriz de Currais Novos:


               Desconfio que houveram ainda outros filhos do casal acima, já que minha tia Maria Galvão (Lilia) foi o filho nascido depois de Manoel, mas somente em Agosto/1925. Além disso, existem outras lacunas, entre os irmãos subsequentes, pois os nascimentos que tenho catalogados, foram nos anos de 1926 (Ozima), 1930 (Chiquinho), 1931 (Odisa) e finalmente José Lira em 1934, quando do falecimento de Maria Galvão, a mãe de minha avó Idila, em consequências do parto do último filho.
                Com o último achado, sabemos que Joca Paz soma pelo menos 9 filhos do primeiro matrimônio, 13 do segundo e 2 filhas de um relacionamento extra-conjugal com Francisca Severiano, de quem sabemos terem nascido as filhas nos anos de 1931 e 1937.
                Seguimos buscando mais informações...

19 de julho de 2012

Custo Brasil: mais que um despropósito, uma vergonha!

Existe gente séria nesse país. Felizmente ainda existem pessoas de boa índole, empresários compromissados com os seus negócios e com o bem estar dos seus colaboradores. No entanto, hoje, mais do que nunca, amargam o preço imoral dos entraves burocráticos. Regras criadas por "burrocratas" de plantão, políticos medíocres ou gestores apadrinhados, que, na incompetência de enfrentarem os desafios existentes nas corporações, amontoam-se em gabinetes públicos, tendo o respaldo seus protetores, que na verdade os manobram para, no fim, beneficiarem-se de alguma maneira.
A cada dia as mídias despejam milhares de notas, artigos e reportagens, alertando da necessidade das empresas aperfeiçoarem-se, profissionalizarem-se, fazerem acontecer o "diferente do trivial", para que possam seguir adiante. E é verdade que nos últimos tempos, as empresas têm buscado aperfeiçoar seus produtos e serviços, promovendo mudanças que vão desde a capacitação de pessoal, até a busca por qualidade de produtos comercializados, oferendo, muitas vezes, artigos que não se encontraria no país, mas que há uma demanda de consumo. No segmento de produtos alimentícios, especificamente na comercialização de frutas in-natura, há uma constante busca por produtos que o Brasil não produz, ou produz em baixa escala, e que cujos volumes sequer são suficientes, muitas vezes, para prover o abastecimento da região de origem, fazendo-se necessário a importação dos mesmos.
Nas últimas duas décadas, o setor comercializador de frutas especiais no Brasil tem crescido  de forma considerável, sendo hoje um dos setores responsável por uma parcela importante na arrecadação de tributos para a nação. No entanto, os perecíveis são tratados, ainda, com desdém, por parte das autoridades aduaneiras, o que provoca, na grande maioria dos casos, em perdas importantes por deteriorações dos produtos, e aliado a isso, a redução das margens esperadas, principalmente pelos custos portuários e sobretaxas cobradas pelos armadores, que - diga-se de passagem - são exorbitantes, um verdadeiro "assalto legalizado". Basta que se tenha o mínimo de conhecimento de como se dá o funcionamento de um terminal portuário, e a tabela de serviços em mãos. No porto de Suape (PE), por exemplo, a conta para a importação de uma unidade (contêiner) de 40 pés refrigerada, é a seguinte:

  • Armazenagem...............................................................R$ 153,97/dia
  • Energia / Monitoramento de Frio................................R$ 157,00/dia
Some-se aos itens acima, que são os que contam em diário, os seguintes custos, referentes a movimentações e manipulações necessárias para as fiscalizações:
  • Reposicionamento ...................................................... R$ 121,30
  • Inspeção c/ Desova e Ovação.................................... R$ 594,87
  • Pesagem....................................................................... R$ 166,79
  • ISPS............................................................................... R$    37,31
  • Lavagem de Cntr Vazio............................................... R$ 155,71
Além das despesas acima, existem as despesas inerentes ao transporte do contêiner junto ao armador, uma taxa chamada AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante - uma verdadeira extorsão que o nosso querido governo brasileiro impõe a quem se utiliza de transporte marítimo, e que, para o caso de navegação de longo curso, corresponde à alíquota de 25% calculada sobre o valor do frete contratado), toda a carga tributária já (ou não) conhecida da população do nosso país (II, PIS, COFINS e ICMS), e ainda a remuneração a uma empresa especializada em fazer o trâmite aduaneiro, sem a qual torna-se impossível fazer qualquer importação. 
Com tudo isso, esses produtos ainda chegam aos consumidores a valores "pagáveis", mas longe de serem confortáveis aos bolsos. Para que se tenha uma ideia, compra-se, na Argentina, por exemplo, Maçãs a R$ 2,50/Kg. Após as taxas portuárias e todos os demais custos logísticos, tomando-se como base que não se consegue a nacionalização de um produto importado em prazo inferior a pelo menos 10 dias, essa maçã que custava R$ 2,50 chegará ao importador com o valor 70% superior ao da compra, que por sua vez acrescerá sua margem de lucro, e, finalmente, nos pontos de vendas (supermercados, quitandas, feiras, etc), será comercializada por um valor pelo menos 120-130% daquele que foi pago no país de origem. Em outras palavras: um produto que custa R$ 2,50/Kg na origem, custará ao consumido um valor ao redor de R$ 5,75/Kg. Esse é o custo Brasil.
Nas importações, você tem duas alegrias (quando consegue tê-las); a primeira, quando fecha o negócio em boas condições de compra, e a segunda quando a carga chega ao porto. Daí em diante, é um verdadeiro calvário.
Há pouco, tive o dissabor de ver um carregamento ficar preso no porto, por nada mais, nada menos, que 22 dias, em detrimento dos senhores "Deuses" fiscais da Receita Federal, que, por reivindicação salarial, há tempos realizam as tramitações de forma extremamente lenta, sem falar da má vontade que impera desde sempre. Para resumir, depois de uma verdadeira peregrinação e pedidos humilhantes para que o processo andasse, por tratar-se de produto perecível (que normalmente têm uma certa prioridade e bom senso por parte das autoridades), e sempre ouvindo que "o processo seria analisado "amanhã", o fiscal aduaneiro "cozinhou" por 3 dias para receber uma guia de pesagem e findar o processo no sistema aduaneiro. Um ato de pegar a guia em mãos, comprovar que os contêiners haviam sido pesado, sentar-se diante de um computador e proceder à liberação.
Resultado disso tudo: a mercadoria foi liberada com um prejuízo superior a R$ 5.000,00. E o único motivo disso, é o ego dos senhores fiscais federais, que percebem um dos maiores salário do país, e ainda assim tratam àqueles que necessitam de suas análises, nos portos e aeroportos, com o maior desprezo, sempre.
O bolso dos que trabalham nesta nação não deveriam sofrer dessa forma. Se querem atingir alguém, que atinjam o governo, buscando uma forma de protesto que atinja a arrecadação, mas sem prejudicar os processos que já são deveras burocráticos e insanos, dignos, na verdade, de quem os concebeu.
Uma vergonha!!!!!!