24 de setembro de 2012

Plaquetas e Sangue para Isabella!! Doai todos!!!

Do site Homerix: http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2012/09/plaquetas-e-sangue-para-isabella-doai.html



Amigos, necessitamos mais uma vez sua participação

Outra menina precisa de nós!!

Em tempo, a Manu, pela qual batalhamos no início deste ano, cuja história acompanharam nos posts abaixo, e que conseguiu um doador de medula, evolui bem e ainda não precisou fazer o transplante. Está em monitoração constante.

Agora, é a menina Isabella, filha de meu colega Gabriel, que nos pede sua ajuda.

Veja abaixo e verifique se pode se tornar um doador freqüente para Isabella.

Vamos mostrar nossa solidariedade!!

Como sempre digo:
  • quem não está no Rio, por favor divulgar a quem esteja
  • quem não pode doar por algum motivo,avisa a quem possa doar.
  • Nessas situações, a rede de amigos pode salvar vidas!!!

É isso!!

Leiam as instruções e ... MÃOS À OBRA!!!

Obrigado e grande abraço!!

Homero
_________________________

Olá pessoal,

Muitos de vocês já devem saber que minha filha Isabella de dois anos foi diagnosticada com linfoma linfoblástico e está sob quimioterapia. Dentre os efeitos colaterais da quimioterapia, dois podem complicar a saúde dela ainda mais: a anemia pela redução no número de células vermelhas do sangue (hemáceas) e a hemorragia pela redução na produção de plaquetas.
Assim, para dar continuidade ao tratamento com segurança, Isabella vai precisar de doadores FREQÜENTES de hemáceas e plaquetas. Como a minha família e da minha esposa são de fora do Rio, peço encarecidamente aos amigos do Rio que vão ao HEMATOLOGISTAS ASSOCIADOS (Rua Conde de Irajá, 183 - Botafogo tel: 2537-7440) para fazer uma doação de sangue e verificar se pode ser o doador freqüente de Isabella. Por favor, convoquem parentes e amigos para colaborarem, pois assim teremos um maior número de pessoas doando sangue e, logo, um maior número de doadores freqüentes.

A doação pode ser feita dia de semana das 8h às 17h e sábado das 8h às 11h .

Quem precisar de ajuda para se locomover até Botafogo para a doação, fale comigo que daremos um jeito. O importante é que o máximo de pessoas vão doar para conseguirmos um bom número de doadores freqüentes para Isabella

Seguem algumas informações sobre a doação de sangue:
1) Critérios para doação de sangue:
  • Informar que a doação é para a paciente Isabella Dumaresq Santa Rosa Azevedo
  • Não doar em jejum e evitar alimentos gordurosos pelo menos 4 horas antes da doação. Fazer uma alimentação leve sem gordura
  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 67 anos e 11 meses e 29 dias. Para menores de 18 anos é necessário uma autorização e presença dos pais ou responsáveis.
  • Pesar mais de 50 kg
  • Não ter tomado vacina há menos de um mês
  • Dormir pelo menos 6 h nas últimas 24 h que antecedem a doação.
  • Trazer documento original com foto emitido por órgão oficial (RG, Carteira de Trabalho e Previdência Social, Carteira de Habilitação ou Carteira dos Conselhos Regionais).
2) Impedimentos definitivos para doação de sangue:
  • Doença de Chagas, Malária, Sífilis e AIDS
  • Hepatite A após 11 anos de idade
  • Hepatite B ou C
  • Infecção pelo vírus HTLV I/II
  • Hanseníase
  • Comportamento de risco, múltiplos parceiros sexuais, hábitos promíscuos, usar ou ter parceiros usuários de drogas injetáveis.
3) Impedimentos Temporários para a doação de sangue:
  • Gripe ou febre
  • Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
  • Tatuagem (menos de 1 ano)
  • Gravidez
  • 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana
  • Amamentação: aguardar o término.
4) Critérios para doação de plaquetas por aférese:
  • Ter acesso venoso satisfatório avaliado no momento da doação de sangue.
  • Dar preferência ao mesmo tipo de sangue do paciente.
  • Ter disponibilidade de horário para doar.
  • As doações de aférese serão realizadas das 8 às 16 h com agendamento prévio.
  • A doação de plaquetas poderá ser repetida com intervalo mínimo de 48 h, até 2 vezes ao mês ou 24 vezes ao ano.
  • Em todas as doações impreterivelmente, será colhida nova amostra para contagem de plaquetas. Caso a contagem seja favorável, aí sim será feita a doação.

Podem entrar em contato comigo para quaisquer dúvidas, ou entrem no site http://www.hematologistas.com.br/oquepreciso.html . Ainda estou anexando o procedimento de aférese para plaquetas para quem tiver mais alguma dúvida.


Veja aqui também instruções mais detalhadas!!
http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2012/09/sangue-para-isabella-instrucoes.html

Atenciosamente,

Gabriel Henrique de Azevedo
Tel: (21) 7119-8808
Tel: (21) 8215-2535
Tel: (21) 3496-9226
Tel: (21) 2144-4932
gabriel.azevedo@gmail.com
gabrielh@petrobras.com.br

20 de julho de 2012

Achado Genealógico: mais um filho de Joca Paz

            A prole do meu bisavô João Plácido de Lira (Joca Paz) se estende mais ainda. Ontem, pesquisando nos livros de batismos da igreja de Currais Novos, encontrei o registro de mais um filho de Joca Paz e Maria Galvão, meus bisavós maternos. O mesmo nasceu a 14/04/1922, falecendo, fatalmente, ainda na primeira infância, senão no mesmo mês e ano do nascimento, já que o batismo foi realizado 4 dias após o seu nascimento, como pode ser comprovado abaixo (cópia da folha do livro de batismos da igreja-matriz de Sant'Ana - C. Novos, RN)


            Também encontrei o óbito de uma filha do casal chamada Hilda, e que Fernando Galvão havia encontrado o seu batismo, há algum tempo. Hilda nasceu a 17/091920, e faleceu em 09/09/1922, antes de completar 2 anos de vida. Segue a imagem da folha do livro de óbitos da igreja-matriz de Currais Novos:


               Desconfio que houveram ainda outros filhos do casal acima, já que minha tia Maria Galvão (Lilia) foi o filho nascido depois de Manoel, mas somente em Agosto/1925. Além disso, existem outras lacunas, entre os irmãos subsequentes, pois os nascimentos que tenho catalogados, foram nos anos de 1926 (Ozima), 1930 (Chiquinho), 1931 (Odisa) e finalmente José Lira em 1934, quando do falecimento de Maria Galvão, a mãe de minha avó Idila, em consequências do parto do último filho.
                Com o último achado, sabemos que Joca Paz soma pelo menos 9 filhos do primeiro matrimônio, 13 do segundo e 2 filhas de um relacionamento extra-conjugal com Francisca Severiano, de quem sabemos terem nascido as filhas nos anos de 1931 e 1937.
                Seguimos buscando mais informações...

19 de julho de 2012

Custo Brasil: mais que um despropósito, uma vergonha!

Existe gente séria nesse país. Felizmente ainda existem pessoas de boa índole, empresários compromissados com os seus negócios e com o bem estar dos seus colaboradores. No entanto, hoje, mais do que nunca, amargam o preço imoral dos entraves burocráticos. Regras criadas por "burrocratas" de plantão, políticos medíocres ou gestores apadrinhados, que, na incompetência de enfrentarem os desafios existentes nas corporações, amontoam-se em gabinetes públicos, tendo o respaldo seus protetores, que na verdade os manobram para, no fim, beneficiarem-se de alguma maneira.
A cada dia as mídias despejam milhares de notas, artigos e reportagens, alertando da necessidade das empresas aperfeiçoarem-se, profissionalizarem-se, fazerem acontecer o "diferente do trivial", para que possam seguir adiante. E é verdade que nos últimos tempos, as empresas têm buscado aperfeiçoar seus produtos e serviços, promovendo mudanças que vão desde a capacitação de pessoal, até a busca por qualidade de produtos comercializados, oferendo, muitas vezes, artigos que não se encontraria no país, mas que há uma demanda de consumo. No segmento de produtos alimentícios, especificamente na comercialização de frutas in-natura, há uma constante busca por produtos que o Brasil não produz, ou produz em baixa escala, e que cujos volumes sequer são suficientes, muitas vezes, para prover o abastecimento da região de origem, fazendo-se necessário a importação dos mesmos.
Nas últimas duas décadas, o setor comercializador de frutas especiais no Brasil tem crescido  de forma considerável, sendo hoje um dos setores responsável por uma parcela importante na arrecadação de tributos para a nação. No entanto, os perecíveis são tratados, ainda, com desdém, por parte das autoridades aduaneiras, o que provoca, na grande maioria dos casos, em perdas importantes por deteriorações dos produtos, e aliado a isso, a redução das margens esperadas, principalmente pelos custos portuários e sobretaxas cobradas pelos armadores, que - diga-se de passagem - são exorbitantes, um verdadeiro "assalto legalizado". Basta que se tenha o mínimo de conhecimento de como se dá o funcionamento de um terminal portuário, e a tabela de serviços em mãos. No porto de Suape (PE), por exemplo, a conta para a importação de uma unidade (contêiner) de 40 pés refrigerada, é a seguinte:

  • Armazenagem...............................................................R$ 153,97/dia
  • Energia / Monitoramento de Frio................................R$ 157,00/dia
Some-se aos itens acima, que são os que contam em diário, os seguintes custos, referentes a movimentações e manipulações necessárias para as fiscalizações:
  • Reposicionamento ...................................................... R$ 121,30
  • Inspeção c/ Desova e Ovação.................................... R$ 594,87
  • Pesagem....................................................................... R$ 166,79
  • ISPS............................................................................... R$    37,31
  • Lavagem de Cntr Vazio............................................... R$ 155,71
Além das despesas acima, existem as despesas inerentes ao transporte do contêiner junto ao armador, uma taxa chamada AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante - uma verdadeira extorsão que o nosso querido governo brasileiro impõe a quem se utiliza de transporte marítimo, e que, para o caso de navegação de longo curso, corresponde à alíquota de 25% calculada sobre o valor do frete contratado), toda a carga tributária já (ou não) conhecida da população do nosso país (II, PIS, COFINS e ICMS), e ainda a remuneração a uma empresa especializada em fazer o trâmite aduaneiro, sem a qual torna-se impossível fazer qualquer importação. 
Com tudo isso, esses produtos ainda chegam aos consumidores a valores "pagáveis", mas longe de serem confortáveis aos bolsos. Para que se tenha uma ideia, compra-se, na Argentina, por exemplo, Maçãs a R$ 2,50/Kg. Após as taxas portuárias e todos os demais custos logísticos, tomando-se como base que não se consegue a nacionalização de um produto importado em prazo inferior a pelo menos 10 dias, essa maçã que custava R$ 2,50 chegará ao importador com o valor 70% superior ao da compra, que por sua vez acrescerá sua margem de lucro, e, finalmente, nos pontos de vendas (supermercados, quitandas, feiras, etc), será comercializada por um valor pelo menos 120-130% daquele que foi pago no país de origem. Em outras palavras: um produto que custa R$ 2,50/Kg na origem, custará ao consumido um valor ao redor de R$ 5,75/Kg. Esse é o custo Brasil.
Nas importações, você tem duas alegrias (quando consegue tê-las); a primeira, quando fecha o negócio em boas condições de compra, e a segunda quando a carga chega ao porto. Daí em diante, é um verdadeiro calvário.
Há pouco, tive o dissabor de ver um carregamento ficar preso no porto, por nada mais, nada menos, que 22 dias, em detrimento dos senhores "Deuses" fiscais da Receita Federal, que, por reivindicação salarial, há tempos realizam as tramitações de forma extremamente lenta, sem falar da má vontade que impera desde sempre. Para resumir, depois de uma verdadeira peregrinação e pedidos humilhantes para que o processo andasse, por tratar-se de produto perecível (que normalmente têm uma certa prioridade e bom senso por parte das autoridades), e sempre ouvindo que "o processo seria analisado "amanhã", o fiscal aduaneiro "cozinhou" por 3 dias para receber uma guia de pesagem e findar o processo no sistema aduaneiro. Um ato de pegar a guia em mãos, comprovar que os contêiners haviam sido pesado, sentar-se diante de um computador e proceder à liberação.
Resultado disso tudo: a mercadoria foi liberada com um prejuízo superior a R$ 5.000,00. E o único motivo disso, é o ego dos senhores fiscais federais, que percebem um dos maiores salário do país, e ainda assim tratam àqueles que necessitam de suas análises, nos portos e aeroportos, com o maior desprezo, sempre.
O bolso dos que trabalham nesta nação não deveriam sofrer dessa forma. Se querem atingir alguém, que atinjam o governo, buscando uma forma de protesto que atinja a arrecadação, mas sem prejudicar os processos que já são deveras burocráticos e insanos, dignos, na verdade, de quem os concebeu.
Uma vergonha!!!!!!

18 de junho de 2012

Cerro-Corá: vistas aéreas (fotos do autor)

Em algumas idas e vindas de Natal, tenho tido o privilégio de fazer algumas passagens aéreas por Cerro Cora, berço de grande parte de meus familiares, e minha cidade do coração.
Nesta sequência de fotos, entramos pela porção mais central da reta da serra, que dá acesso a Cerro Cora, com vista para o açude do Tapuio, São João e Açude Pinga, dentre outros.
Fizemos algumas passagens em cima da cidade, onde tentei obter os melhores ângulos, dentro da trajetória do sobrevôo.
Espero que os Cerrocoraenses apreciem as imagens de nossa terra, vista de cima:















6 de março de 2012

Carta ao amigo ausente.


José, Zé, Gil, Gilcemar: saudade de você!!!!

Mas Zé, diante de seu corpo inerte, ontem, me dei conta de que comecei a sentir saudade de você desde o dia 3 de janeiro de 2011, quando estive no Rio de Janeiro te visitando, passando alguns dias com você, depois daquela cirurgia enorme, que te rasgaram "em bandas" à procura desse tumor infeliz que te vitimou. E minha saudade naquele momento não era de você. Afinal, estavas ali, todo estropeado, cheio de dores, sonolento, mas presente. Minha saudade era de sua alegria, do seu sorriso. Saudade de tomar uma cerveja, jogar conversa fora, escutar uma boa música. Saudade de escutar um bom saxofone, um choro de K-Ximbinho ou de Hernesto Nazaré. Saudade de rir dos seus comentários de comportamentos, de atitudes e de casos e acasos do quotidiano. Saudade da vida que começava a apagar-se em você. E logo em você, que tantas vidas pôde prolongar com seus diagnósticos precisos e tão respeitados em seu meio. Sacanagem José! Você foi embora assim, por quê? Puxa-vida, não dava pra ser de velhice? Ainda haveria de ter tanta coisa que poderias ter ensinado, ainda haveriam tantos pacientes que teriam suas doenças cardíacas controladas pelos seus pareceres. Ainda havia muito a fazer, Gil. Mas, na verdade, não precisava mais fazer absolutamente nada, porque o que realmente desejávamos era tê-lo por perto, vê-lo de vez em quando, encontrá-lo para jogar conversa fora, ouvir música, curtir uma cerveja estupidamente gelada e comer frango com quiabo num domingo qualquer. Mas você já estava cansado, né?! Quando te visitei no hospital, na última semana, era notório seu cansaço. Sua respiração ofegante já denunciava que o fim se aproximava, porque por mais que esta imensa atmosfera te entregasse todo o ar do mundo, teus pulmões já não tinham capacidade de processá-lo, e de nada mais adiantava ter o "ar do mundo". E sua agonia aumentava a cada dia. Pensando bem, José, essa não era a vida que merecias. Pra que viver assim, não é? Isso é lá vida?
Mas, como tudo - e principalmente a vida - tem um final, pusestes um ponto final nessa agonia. Mas sem antes de fazer a recomendação ao teu filho - que desesperadamente cortava o trânsito noturno da Roberto Freire tentando alcançar o hospital e os médicos que poderiam te ajudar a respirar - que tivesse calma, que andasse devagar. Será que você já sabia que estava indo abraçar a "Moça Caetana" de Oswaldo Lamartine? Acho que sim, né? Por aqui há unanimidade na afirmativa de que você tinha plena consciência da gravidade de sua enfermidade. Rapaz, eu acho que a recomendação para ir devagar no trânsito, era na realidade uma forma de dizer: ei, eu já estou indo, mas não quero que você se machuque nesse trânsito... Sei não, mas acredito que seu instinto paterno aflorou, falou mais alto, na iminência do momento derradeiro, talvez porque você já sabia que não adiantava nada mais.
Pois é, José, nós que ficamos do lado de cá, ainda estamos meio desnorteados com a sua partida, mas sabíamos que ela estava próxima. Mas tá ruim sem você. Tá esquisito, rapaz, As paisagens estão ainda cinzas, sem cores. A vida está descolorida, apagada, os sorrisos estão tristes, os olhos marejados e os corações saudoso... e isso tudo porque você não está aqui. Vê aí quanta falta faz uma pessoa querida?! Pois é: fostes muito querido por aqui, e o seguirás sendo.
Finalmente, se existe realmente o "lado de lá", quando chegar por aí, dá aquele abraço nos seus, nos nossos. Cuidado para não fazer aquela "zorra" toda, quando encontrar o Sérgio. Dá uma abraço em todo mundo e conta de nós, do quanto somos saudosos de todos eles. E se tiver um chopinho por aí, saboreie-o com vontade. Você merece!
No mais, estaremos aqui, hoje e sempre, com a lembrança de você, e com a certeza de que fostes um grande companheiro, um primo querido, um amigo ímpar.
Adeus, meu amigo. Obrigado pela oportunidade do convívio. Estaremos junto aos seus, sempre, porque os queremos muito. Eles também fazem parte de nossas vidas!
Recebe por aí o abraço que não pude dar, e conserva sempre esse sorriso! Dia desses nos encontraremos novamente!
Saudade de você!

12 de setembro de 2011

Os avós de João Plácido de Lira (Joca Paz)

          No último dia 19 de Agosto, tive a grata satisfação de encontrar uma verdadeira preciosidade, pelo menos para mim, e acredito que para os meus parentes mais próximos: o registro de casamento dos meus trisavós, Manoel Paes de Lira e Clara Maria da Conceição (Mãe Lala), pais do meu bisavô materno, João Plácido de Lira, Joca paz.
          Achar este registro, em um dos livros de matrimônios da paróquia de Picuí-PB, além da satisfação de ter em mãos a cópia do documento, nos trouxe os nomes dos avós de Joca Paz, que até então eram desconhecido aos nossos familiares presentes.
          Segue a cópia do documento:


8 de setembro de 2011

Irrigação e Fertirrigação - Parte V: Princípios de hidráulica aplicada à irrigação localizada, Impulsão e Altura de Elevação.

6.     PRINCÍPIOS BÁSICOS DE HIDRÁULICA APLICADA À IRRIGAÇÃO LOCALIZADA
A irrigação localizada é baseada na condução da água desde um determinado ponto onde está armazenada, até o pé de cada planta, deslocando-se durante a trajetória dentro de uma tubulação, geralmente de PVC ou PE (Polietileno).
Para que a água alcance os pontos de emissão em uma irrigação, é necessário dotá-la de uma determinada pressão que vença o atrito das tubulações e elementos do conjunto de irrigação, fazendo com que os emissores trabalhem corretamente. 
Alguns conceitos são essenciais para entender o movimento da água nas tubulações:
6.1      PRESSÃO (P):
É a força que a água exerce sobre um ponto do recipiente que a contém. Esta força é medida em atmosferas (Atm).
1 Atm = pressão de uma coluna de água de 10 metros de altura/cm2
1 Atm = 10 metros de coluna de água (mca)
1 Mpa » 10 Atm » 100 mca
§   Vazão (Q): é a quantidade de água que passa por um conduto, em um determinado intervalo de tempo (segundos, minutos, horas, etc).
6.2      PERDA DE CARGA (PC):
É perda de pressão devido ao atrito da água com as paredes do conduto. Depende de:
§    Diâmetro interno ( Ø ) da tubulação
§    Comprimento da tubulação
§    Vazão e velocidade da água (para um mesmo diâmetro, se aumentamos a vazão, aumenta a velocidade)
§    Rugosidade da parede interior da tubulação
Cada fabricante dispõe de tabelas, onde dado um certo diâmetro “Ø” de tubo e uma vazão “Q”, se determina a porcentagem de perda de carga.
A perda de carga é calculada da seguinte forma:
PC  =      L  x  J                             . 
           100
    PC = Perda de Carga (em mca)   
    L = Comprimento (em metros) da tubulação
    J = Perda de carga por 100 metros lineares
O resultado da operação acima é expresso em   m.c.a.
A fórmula anterior é aplicada para conduções com uma única saída. Em irrigação localizada, os condutores primários e secundários, estão neste caso, mas as linhas terciárias e os porta-emissores, contam com múltiplas saídas.
6.3      CÁLCULO DA ALTURA DE TRABALHO
A altura de trabalho de um conjunto de irrigação vem determinada pela altura real, em metros, que a água terá que vencer (altura geométrica total) mais as perdas de cargas de todos os elementos que compõem o conjunto.
A altura geométrica total está composta pela altura geométrica de aspiração (distância vertical entre a superfície da água e o eixo da bomba que a aspira) e a altura geométrica de impulsão (distância vertical desde o eixo da bomba e o ponto de descarga da tubulação).
Hg  =  Ha  +  Hi
   Hg  =  altura geométrica total   
   Ha  =  altura geométrica de aspiração
   Hi  =  altura geométrica de impulsão
A altura geométrica de aspiração, teoricamente não pode ser nunca superior a 10,33 m ao nível do mar, se bem que na prática, o máximo considerado é 70% deste valor (7 m.c.a.).
Aos dados obtidos anteriormente, deverão ser somadas as perdas de cargas de todos os elementos que compõe o equipamento.
Portanto, a altura manométrica de trabalho (Hm) do conjunto, será dada:
Hm  =  Ha + Hi + PCa+ PCi + PTe
   
PCa  =  perda de carga do tubo de aspiração
PCi  =  perda de carga de tubulaçõs de impulsão e elementos do conjunto
PTe  =  pressão de trabalho dos emissores
 ANEXO I

N° de saídas
F
N° de saídas
F
N° de saídas
F






1
1,000
11
0,375
22
0,366
2
0,525
12
0,374
24
0,365
3
0,448
13
0,372
26
0,364
4
0,419
14
0,371
28
0,364
5
0,403
15
0,370
30
0,363
6
0,394
16
0,369
35
0,362
7
0,388
17
0,368
40
0,362
8
0,383
18
0,368
45
0,361
9
0,380
19
0,367
100
0,359
10
0,378
20
0,367
200
0,358
8.      ALTURA DE ELEVAÇÃO
Na maioria dos casos, as bombas que elevam a água atuam em duas fases:
·         Aspiração: elevação da água desde o nível de espelho d’água, até a bomba.
·         Impulsão: condução da água desde a bomba até o seu destino.
A tubulação que conduz a água na aspiração se chama tubulação de aspiração e a tubulação que conduz a água na impulsão, é chamada de tubulação de impulsão.

·         Altura geométrica de aspiração:é a distância vertical existente entre o nível da água aspirada e o centro da bomba. Na prática, a altura de aspiração não deve ser superior a 6 ou 7 metros.
·         Altura geométrica de impulsão: é a distância vertical entre o eixo da bomba e o ponto mais   alto da tubulação de impulsão.
·         Altura geométrica total: é a soma das duas alturas anteriores
Porém, devido à água sofrer perdas de carga (PC) devido ao atrito, as alturas a considerar são as seguintes:
 ·         (HT) Altura Manométrica: é a altura geométrica total + perdas de cargas (PC) + pressão de trabalho (PT)

8.1 Cálculo da Altura Manométrica:
Os dados necessários para calcular a altura de elevação (até um reservatório), são os seguintes:
·         Altura geométrica de aspiração: Ha
·         Altura geométrica de impulsão: Hi
·         Vazão que se deseja elevar: Q
·         Comprimento da tubulação de aspiração: La
·         Comprimento da tubulação de impulsão: Li
·         Perda de carga na tubulação de aspiração: PCa
·         Perda de carga na tubulação de impulsão: PCi
Se houvesse necessidade de calcular esta altura para o funcionamento de um equipamento de irrigação, sem um reservatório intermediário, faltaria, além das informações acima:
·         Pressão de trabalho do emissor: PT
·         Perda de carga produzida no cabeçal do conjunto de irrigação: PCcab
As perdas de cargas PCa e PCi, deverão ser aumentadas em 20%, pelas perdas produzidas nas peças especiais (joelhos, válvulas, ventosas, etc.), instaladas nas respectivas tubulações.

Altura manométrica: Hm = Ha + Hi + PCa + PT + PCcab
Exemplo:
Deseja-se elevar uma vazão de água de 16.200 l/h de um poço onde o nível da água está a 5m do nível do solo, até um cabeçal de irrigação de 4 elementos, situado a uma diferença de cota de 30m e a uma distância de 750m. A bomba está situada a 2m de distância da vertical do poço. Calcular a altura manométrica.
Solução:
Ha = 5m
Hi = 30m
Q = 16.200 l/h  (4,5 l/s)
PT = 10 m.c.a.
PCcab = 20 m.c.a.  (5 m.c.a.  x  4 elementos)
§  A velocidade da água estará limitada a 1,5 m/s, a fim de se evitar inconveniente (sobretudo golpes de ariete).

§  Para 16.200 l/h, as velocidades serão:

V = 2,29 m/s, para uma tubulação de 50mm de diâmetro
V = 1,02 m/s, para uma tubulação de 75mm de diâmetro
V = 0,7 m/s, para uma tubulação de 110mm de diâmetro
Portanto, o diâmetro da condução será de 75mm (correspondente à velocidade mais aproximada e inferior a 1,5 m/s).
Por outro lado temos que, para uma vazão de 16.200 l/h e um diâmetro de 75mm, a PC é de 2 m.c.a. (aproximadamente), por cada 100m de tubulação, ou seja, 0,02m por cada metro.
Se vamos utilizar o mesmo diâmetro de tubulação para a impulsão e aspiração, teremos:
Comprimento de aspiração
La = 5  +  2  =  7m
Comprimento de impulsão
Li = 750m
Comprimento total
Lt = 7  +  750  =  757m
Perda de carga na tubulação
PCt =  757  x  0,02  =  15,14m
Perda de carga em peças especiais
20% de 37,85  =  3,03m
Perda de carga total
PCt = 15,14  +  3,03  =  18,17m
Pressão de trabalho dos emissores
PT = 10m
Perda de carga no cabeçal
PCcab = 20m
 Portanto, a altura manométrica será:
Hm = Há + Hi + PCa + PCi + PT + PCcab = 5 + 30 + 18,17 + 10 + 20 = 83,17m